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sábado, 27 de dezembro de 2008

Fuzil de assalto AK- 47
O fuzil AK-47 é uma das armas mais bem sucedidas e a de mais ampla utilização entre todos os tipos já produzidos de armas portáteis. Tanto ele como seu sucessor, o AKM, são utilizados em todo o mundo, por forças regulares e irregulares. Seu projeto é basicamente uma combinação de elementos já existentes em outros fuzis, principalmente o modelo alemão MP43/44 desenvolvido pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido aceito pelo Exército Vermelho em 1947, com cartuchos calibre 7,62 mm. Estava criado o famoso AK-47 (Avtomat Kalashnikova) ainda hoje conhecido também pelo sobrenome de seu idealizador, Mikhail Kalashnikov.Precisão, segurança, facilidade de fabricação e manutenção, usinado em aço de alta qualidade com coronha e guarnição em madeira, além de grande resistência em combate, capaz de suportar as mais adversas condições de uso, tornaram-no o fuzil de assalto preferido de muitos exércitos e de guerrilheiros ao redor do mundo. Produzido em larga escala, inclusive sob licença em outros países onde surgiram diversas sub-variantes, estima-se que tenham sido fabricados mais de 40 milhões de exemplares. O AK-47 funciona a gás, sobre o cano traz um cilindro dotado de pistão, quando a bala édisparada uma pequena quantidade de gás do cartucho é automaticamente desviada por um orifício, forçando o pistão para trás. Em função disto, o cão da arma afasta-se da culatra, preparando-a para um novo tiro e o mesmo movimento ejeta o cartucho vazio. Acionada uma alavanca que possibilita ao soldado optar pelo tiro automático, o AK-47 permanecerá carregando, atirando, ejetando e recarregando sem parar, enquanto o dedo pressionar o gatilho. Idealizado para disparar 600 tiros por minuto, na prática alcança 90 tiros por minuto, pois seu carregador comporta 30 cartuchos .


Uma reformulação do projeto em 1959 levou ao surgimento do fuzil AKM, que externamente difere pouco de seu antecessor, mas traz modificações em seu mecanismo de funcionamento e utiliza materiais mais leves, tudo com o intuito de facilitar ainda mais a sua produção. A variante AKMS, com coronha dobrável, podendo ser equipada com visor infravermelho e lançador de granadas, foi adotada por unidades motorizadas e tropas aerotransportadas. Em 1978, baseado no êxito do fuzil M-16 americano, surgiu o AK-74, nova versão do AKM, de calibre 5,54 mm com carregador de plástico, uma arma mais leve, com menor repuxo, maior segurança e controle de tiro. Além disso, a velocidade do projétil, de 900m/s segundo, lhe garante trajetória mais correta e maior força de impacto. O fuzil AK-47 e suas variações são fabricados em muitos países, como China, Polônia, Hungria, Coréia do Norte e Romênia, sem contar que serviu de base para projetos de outros fuzis muito semelhantes como o finlandês Valmet M62/M60 e o israelense Galil. Recentemente a Venezuela assinou um contrato de aquisição de 100.000 fuzis da versão AK-103, com possível instalação de uma fábrica da arma e de sua munição no país, gerando suspeitas de que futuramente esses fuzis possam ser vendidos aos diversos movimentos guerrilheiros do continente. Sua simplicidade de projeto e de manutenção, aliados à sua comprovada robustez e confiabilidade, tornaram o AK-47 o fuzil de assalto preferido de gerações de combatentes, garantindo sua utilização ainda por muitos anos.




sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

FUZIL IMBEL MD 97.


DESCRIÇÃO

O novo fuzil de assalto Imbel MD97, é o resultado de uma necessidade demonstrada pelo exercito brasileiro em dotar seu infante com uma nova e moderna arma no calibre 223 ou 5,56 x 45mm. No começo dos estudos para uma adoção deste menor calibre, a Imbel fez umas adaptações para que seu, já consagrado, fuzil FAL pudesse disparar a munição 5,56 mm. Porém, as modificações, foram extremamente básicas, envolvendo, a substituição da câmara e a recalibração do cano e os ajustes das molas. O que tivemos foi uma arma que funcionava no mesmo sistema de funcionamento do FAL, o ferrolho basculante. Essa nova arma se chamou MD-2, para o que tinha coronha rebatível (Para Fal), e MD-3 para a versão com coronha fixa. Essas armas, embora confiáveis, não cumpriam um requisito importante para o exercito, que era a necessidade delas serem mais leves que o pesado FAL, que sempre representou um sacrifício para o soldado em longas marchas.
Acima: Fuzil Imbel MD2 (foto maior) e o modelo MD3 (da foto menor). Praticamente um FAL com calibre redimensionado.
Para solucionar isso, a Imbel percebeu que precisaria construir uma arma nova, com sistema diferente e mais leve que o MD2. Depois de pesquisar e analisar custos, chegou a uma conclusão de se aproveitar às partes do FAL que não acrescentariam mais peso ao novo projeto e ainda manter a produção a um custo baixo permitindo um valor de mercado competitivo, entre as armas similares . Alguns protótipos com desenho mais “exótico” foram testados, porém o resultado final foi uma arma que parecia um FAL levemente encurtado e mais “magro”.

Acima: Modelos iniciais para o fuzil 5,56 mm. Acima, um modelo L com lança granadas, e abaixo um modelo LC, extremamente curto, e ideal para operações “house clearence” Onde se invade uma casa.
As novas armas apresentadas tinham um novo sistema de ferrolho rotativo, ao invés do ferrolho basculante do FAL, e isso permitiu que se mantivesse apenas as peças relacionadas diretamente no processo de disparo, como o cano e ferrolho em aço, que é mais pesado. Sendo assim, a armação do fuzil poderia ser feita de um material mais leve que o aço do FAL, necessário para o trancamento do ferrolho basculante, que se dava na própria estrutura da arma. O novo material foi uma liga especial de alumínio (ASTM 7075) para atingir o requisito de peso. Fora isso, a nova arma, tem, também uma outra característica que era requisitada pelo Exército brasileiro, a capacidade de rajadas curtas ou “burst”, que são pequenas rajadas de 3 tiros (existem em outras armas as rajadas de 2 tiros). Essa capacidade é muito útil para evitar desperdício de munição quando os soldado está no meio de um combate onde a tensão poderia fazer com que ele disparasse tiros além do necessário e ficando sem munição, o que é a ultima coisa que um infante vai querer passar, durante um combate.

Acima: Modelos definitivos e já batizados de Imbel MD97 L/ LC. Observem o trilho picatinny no modelo L. Esse importante acessório, está disponível nos fuzis de série.
Esses novos fuzis foram encaminhados ao campo de testes de Marambaia, onde passaram por um exaustivo teste de fogo para sua resistência e foram aprovados. A recém formada “Força de Segurança Nacional” foi a primeira unidade do governo a ser equipada com a versão carabina deste fuzil, que é a versão curta. Muitas instituições policiais do Brasil, também, estão sendo equipadas com esta nova arma. Agora é só esperar a liberação de mais verbas para o exército poder adquirir esta moderna arma para seus infantes e assim modernizar seus efetivos com um produto nacional e com a já conhecida boa qualidade dos produtos da Imbel.

Acima: Aqui as duas versões da carabina MD 97 LC em baixo e LF em cima. As versões com o F na designação, são as com coronha fixa.
FICHA TÉCNICA

Fabricante: Imbel; BrasilTipo: Fuzil de assaltoSistema de operação: Aproveitamento de gases e ferrolho rotativo.Calibre: 233 Remington (5,56 x 45 mm).Peso: 3700 g (descarregada).Comprimento do cano: 435 mm (330 mm o modelo MD97 LC).Capacidade: 30 tiros carregador STANAG (M16 /AR15).Acabamento: Pintura negra em tinta epóxi curada em estufa.
Velocidade do projétil na boca do cano: 950 m/seg
Cadencia de tiro: 900 tiros/ min
Alcance de uso: 600 m (97 L/F) e 300 m (97LC e LM)
Acima e abaixo: Nessas duas fotos, temos um MD97 L com todos os acessórios disponiveis.
Lançador de granadas M203, trilhos picatinny, Supressor de ruido, lanterna e mira laser.