quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bravo Zulu....!!!!

Parabéns a todos os soldados fuzileiros formandos da Turma I/2009. Dos cerca de 760 jovens que iniciaram o curso, exatos 522 enfrentaram as dificuldades até o final e tiveram a honra de receber a sua insígnia de Fuzileiro Naval. Hoop....
E que venham os proximos.........SD-FN T. II/2009> e eu estarei lá!

domingo, 17 de maio de 2009

CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS - CFN


É o lema do Corpo de Fuzileiros Navais, é uma expressão em latin que quer dizer "Aqui estamos!"

"Quando se houverem acabado os soldados no mundo, quando reinar a paz absoluta, que fiquem pelo menos os Fuzileiros, como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram"
(Raquel de Queiroz)

Histórico
A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão. Dizia o Alvará: “Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço, e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Marinha Real, quais são os Soldados Marinheiros: sendo conseqüências necessárias desta organização, em primeiro lugar, a falta da disciplina que dificilmente se pode estabelecer entre os Corpos pertencentes a diversas repartições: em segundo, a falta de ordem, que nascem de serem os Serviços de Infantaria e de Artilharia, muito diferentes no mar do que são em terra: e ser necessário que os Corpos novamente embarcados aprendam novos exercícios a que não estão acostumados. Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha...”
A Brigada Real escolta a comitiva de D. João VI em sua chegada ao Brasil
O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual estado do Amapá.

O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena.
Nesse mesmo ano, 1809, D. João Rodrigues Sá e Menezes, Conde de Anadia, então Ministro da Marinha, determinou que a Brigada Real da Marinha ocupasse a Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, onde até hoje os Fuzileiros Navais têm seu “Quartel-General”.
Após o retorno do Rei D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro. Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País.
Soldados do Batalhão Naval na Guerra do Paraguai, 1865

Tomada do Forte Sebastopol na Batalha de Paissandu
Ao longo dos anos, o Corpo de Fuzileiros Navais recebeu diversas denominações: Batalhão de Artilharia da Marinha do Rio de Janeiro, Corpo de Artilharia da Marinha, Batalhão Naval, Corpo de Infantaria de Marinha, Regimento Naval e finalmente, desde 1932, Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi instalado um destacamento de Fuzileiros Navais na Ilha da Trindade, para a defesa contra um possível estabelecimento de base de submarinos inimigos e, ainda, foram criadas Companhias Regionais ao longo da costa, que mais tarde se transformaram em Grupamentos de Fuzileiros Navais. Os combatentes anfíbios embarcaram, também, nos principais navios de guerra da Marinha do Brasil.
O Brasil, apesar de conviver pacificamente na comunidade internacional, pode vir a ser compelido a envolver-se em conflitos gerados externamente, devido a ameaças ao seu patrimônio e a interesses vitais, bem como em atendimento a compromissos assumidos junto a organismos internacionais, fruto do desejo brasileiro em assumir uma participação ativa no concerto das nações no século XXI.
A Marinha do Brasil, parcela das Forças Armadas com a responsabilidade de garantir os interesses brasileiros no mar e em áreas terrestres importantes para o desenvolvimento das campanhas navais, encontra-se estruturada como uma força moderna, de porte compatível com as atuais possibilidades do País, capaz de dissuadir possíveis agressores, favorecendo, assim, a busca de soluções pacíficas das controvérsias.
Uma das suas tarefas é a projeção de poder sobre terra. Para tanto, além do bombardeio naval e aeronaval da costa, poderá a Marinha valer-se dos fuzileiros navais para, a partir de operações de desembarque, controlar parcela do litoral que seja de interesse naval. Essas operações, comumente conhecidas como Operações Anfíbias, são consideradas por muitos como sendo as de execução mais complexa dentre todas as operações militares. Atualmente a MB dispõe de tropa profissional apta a executar, com rapidez e eficiência, ações terrestres de caráter naval, as quais lhe confere credibilidade quanto à sua capacidade projeção sobre terra.
Na década de 50, o CFN estruturou-se para emprego operativo como Força de Desembarque, passando a constituir parcela da Marinha destinada às ações e operações terrestres necessárias a uma campanha naval.
O Corpo de Fuzileiros Navais hoje
Contando nos nossos dias com cerca de 15 mil homens, todos voluntários e concursados, profissionais de combate em terra, ar e mar, a sua missão é a de garantir a projeção do poder naval em terra, por meio de desembarques realizados em conjunto com navios e efetivos da Marinha.No caso do Brasil essa é uma missão complexa, uma vez que o território do país compreende cerca de 8,5 milhões km², um litoral de mais de 7.400 km com dezenas de ilhas oceânicas, e uma rede hidrográfica navegável de aproximadamente 50.000 km de extensão. Nesta última compreende-se a Amazônia brasileira. Cobrir climas e paisagens naturais tão diversificadas como os pampas do Rio Grande do Sul, o pantanal do Mato Grosso do Sul, a caatinga da região Nordeste e a selva amazônica, exige um treinamento do mais elevado padrão, agilidade e versatilidade. Desta maneira existem unidades treinadas em técnicas de demolição, ações especiais, pára-quedismo, ações nas selvas, na montanha e no gelo, e em ações helitransportadas.Treinados como "Força de Pronto Emprego", recentemente, com o envio de observadores militares brasileiros, inclusive integrando as Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), os Fuzileiros Navais têm marcado a sua presença em áreas de conflito tão distintas como El Salvador, Bósnia, Angola, Moçambique, Ruanda, Peru, Equador, Timor-Leste e, mais recentemente, o Haiti.
Meios
Para cumprir as suas missões, os Fuzileiros Navais são desembarcados dos navios da Marinha do Brasil, quer utilizando embarcações de desembarque, veículos anfíbios ou helicópteros. Para isso contam com o apoio do fogo naval e/ou aeronaval. Uma vez em terra, operam os seus próprios meios, que incluem blindados, artilharia de campanha, artilharia antiaérea, engenharia de combate, comunicações e guerra eletrônica.
Treinamento
Para estarem aptos a cumprir as suas missões, os fuzileiros passam por um rigoroso treinamento físico, normalmente com muitas corridas, calistênicos, noites sem dormir, natação, apnéia, tiro prático com armamentos diversos, especialmente fuzis, rapel e artes marciais. Natação utilitária, fardado e armado.

Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE)
A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), subordinada ao Comando de Operações Navais, está localizada no município de Duque de Caxias (RJ), sob o comando de um Vice-Almirante Fuzileiro Naval. É uma força basicamente organizada, treinada e equipada para realizar operações terrestres de caráter naval.

Subordinados à FFE estão:
Divisão Anfíbia (DivAnf)
Localizada na Ilha do Governador (RJ), está estruturada para executar Operações Anfíbias e Operações Terrestres limitadas, necessárias à realização de uma campanha naval. Estão sob sua subordinação:
1° Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais - "Batalhão Riachuelo" - (1°BtlInfFuzNav};
2° Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais - "Batalhão Humaitá" - (2°BtlInfFuzNav);
3° Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais - "Batalhão Paissandu" - (3°BtlInfFuzNav) - Os títulos dos três Batalhões de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhões Riachuelo, Humaitá, e Paissandu) e do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (Batalhão Tonelero) homenageiam quatro batalhas do Império nas quais os Fuzileiros tiveram atuação de destaque: 17 dez 1851 Passo do Tonelero, e 2 jan 1865 Paissandu, 11 jun 1865 Riachuelo e 18 fev 1868 Humaitá;
Batalhão de Artilharia de Fuzileiros Navais - Sua missão é prover a força de desembarque com o indispensável apoio de fogo. Possui as seguintes armas: Obuseiros"Light Gun" (105 mm) - britânicos e morteiros K6A3 (120 mm) - Israelenses;
Obuseiro Light Gun L-118 105 mm - armamento sofisticado de 1860 kg, cujo alcance máximo é de 17.200 m.

Batalhão de Comando e Controle;
Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais (BtlBldFuzNav) - Está estruturado como Unidade de Apoio ao Combate composta de uma Companhia de Comando e Serviços, de uma Companhia de Carros de Combate (com os SK 105 A2S) e de uma Companhia de Viaturas Blindadas (com os M113). Recentemente o CFN adquiriu unidades do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP) 8X8 Piranha III-C, da Mowag. Para consecução de sua finalidade, cabem ao BtlBldFuzNav as seguintes tarefas:

VtrBldEsp SR 8x8 PIRANHA IIIC

Viatura Blindada Especial M113A1

-reforçar as ações da Infantaria com carros de combate;
-prover apoio de transporte blindado para movimentos táticos e/ou apoio logístico;
-integrar a defesa anticarro;
-suplementar os fogos das armas de apoio;
-quando reforçado por tropa de infantaria, atuar como elemento de manobra dos GptOpFuzNav;
-constituir-se em elemento de manobra de valor Unidade, particularmente para o desenvolvimento de ações que exijam as características dos blindados; e
-quando reforçado, realizar ações de reconhecimento, segurança, vigilância e de economia de forças.
Descrição do SK 105/A2S Kürassier: Veículo austríaco, de 18 toneladas, com torre estabilizada, permitindo atirar em movimento, c/ capacidade para comportar 38 granadas e uma guarnição de 3 homens.
Carro de Combate SK105A2S

Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea - Missão: Defesa da força de desembarque contra ameaças aéreas. Possui os seguintes sistemas de defesa:
-Canhões automáticos Bofors L/70 (40mm) da versão BOFI-R, com radar pulso-Doppler de banda-J. Estes canhões são orientados por um sistema central de controle de tiro baseado no radar de busca Giraffe 50 AT.
-Sistema de defesa de ponto, Mistral.;
-Esta batalhão também opera aeronaves não-tripuladas (UAV, Unmanned Air Vehicle) conhecidas com Carcará. Pequeno, com 1,60 m de envergadura. Com tecnologioa 100% nacional, com três baterias lítio, a aeronave apresenta uma autonomia de quase duas horas e um alcance de 8km, podendo voar a três mil metros. Ela é equipada com câmeras (que possui giro de 360 graus) que aproximam o alvo em até 26 vezes, com as imagens podendo ser gravadas ou transmitidas em tempo real para um centro de comando de operação. Fabricado com polipropileno estendido e de fácil manipulação metros de altitude. Decola como um avião de papel: com dois quilos de peso, é lançado com as mãos. O controle é feito a partir de um monitor que recebe imagens e envia as ordens para o avião por ondas de rádio. O controlador do avião pode, por exemplo, clicar em um alvo (como um carro) que aparece no monitor e mandar o Carcará persegui-lo
Canhão Automático Antiaéreo de 40mm BOFORS L/70 BOFI-R

Míssil Antiaéreo MISTRAL

Fuzileiros do Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea lança um UAV(CARCARA) durante treinamento
Míssil Anticarro RBS 56 - BILL

Base de Fuzileiros Navais da Ilha do Governador.
Tropa de Reforço (TrRef)
Situada na Ilha das Flores em São Gonçalo (RJ), tem por finalidade prover elementos de apoio ao combate e de apoio de serviços ao combate necessários às operações desenvolvidas pelos Fuzileiros Navais. Compõem a sua estrutura:
Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais - Entre as atribuições do batalhão relacionam-se as do lançamento de campos minados e obstáculos, assim como a sua remoção fortificações de campanha; abrir picadas, estradas e campos de pouso; efetuar camuflagens e demolições; lançar equipamentos de transposição de cursos d'água; construir e reparar pontes; produzir água potável e gerar energia elétrica.;
Ponte flutuante Portada Castor
Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais;
Batalhão de Viaturas Anfíbias -Sua missão básica é o transporte blindado, com viaturas sobre lagartas, para o pessoal e suprimentos dos grupamentos operativos da Força de Fuzileiros da Esquadra. Sua Companhia de Carros de Lagarta Anfíbios (CiaCLAnf) está equipada com os blindados da família AAV7A1 de fabricação americana. Após "desovados" (lançados) de NDDs (navios de desembarque-doca) ao largo da costa, os AAV7A1 de 24 toneladas são capazes de navegar até a praia a uma velocidade em torno de 12 km/h, sob a propulsão de um sistema de jatos d'água. Em terra, sua velocidade pode chegar a até 70 km/h, embora, em regime normal de cruzeiro, seja em torno uns 40 km/h, com o que possuem uma autonomia de aproximadamente 480 km. Cada CLAnf, guarnecido por três homens, pode transportar 21 soldados totalmente equipados para combate ou cerca de 4.500 kg de carga. Para sua proteção e cobertura de fogo para a tropa, o AAV7A1 conta com armamento montado numa torreta operada pelo comandante do carro, no lado direito do casco.
Nas versões iniciais, era apenas uma metralhadora M85, calibre .50 (12,7 x 99 mm), mas exemplares mais recentes, incorporados em 1997, também contam com um lança-granadas automático de 40 mm, montado na mesma posição. Versões de socorro (AAVR7A1) e de comunicações/comando (AAVC7A1) também fazem parte do inventário desta unidade do CFN. Outra subunidade do BtlVtrAnf é a Companhia de Viaturas Blindadas (CiaVtrBld), equipada com o M113A1, de 13 toneladas. Embora sem a mesma capacidade anfíbia dos CLAnfs pois chegam àpraia a bordo de EDCGs - Embarcações de Desembarque de Carga Geral, são muito importantes para as perações em terra e, mesmo, mais adequado para muitas missões que os carros maiores. A versão utilizada no transporte de tropas, guarnecida por dois tripulantes, tem capacidade para 11 soldados no interior de seu casco de alumínio blindado, sendo dotada de uma metralhadora calibre .50, em torreta central aberta, mais escudos laterais para outras metralhadoras de apoio (normalmente, FN MAG, calibre 7,62 x 51 mm). Sua autonomia é em torno de 480 km, sendo de 65 km/h a velocidade máxima em terreno plano. Outras versões são igualmente empregadas são os M557A1 (comando e comunicações), M125A1 (transportador de morteiro de 81 mm), XM806E1 (socorro) e M113A1G (oficina);
-As Companhias de Polícia e de Apoio ao Desembarque;
-A Base de Fuzileiros Navais da Ilha das Flores. Carro Lagarta Anfíbio Mod. 7A1 CLAnf7A1

Comando da Tropa de Desembarque (ComTrDbq)
Também situado em Duque de Caxias (RJ), tem como principal atribuição constituir o Comando permanente de uma Unidade Anfíbia, devendo acompanhar continuamente a conjuntura estratégica brasileira e planejar o possível emprego de tropas de fuzileiros navais em situações de crise ou conflito armado. Caso o Presidente da República opte por tal emprego, o ComTrDbq deverá imediatamente acolher e embarcar as tropas e os meios necessários, desdobrando-os na área de operações quando e conforme determinado
Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (Batalhão Tonelero)
Localizado no bairro de Campo Grande (RJ), é estruturado para ser empregado em ambiente de risco elevado. Tem a finalidade de destruir ou danificar objetivos relevantes em áreas defendidas, capturar ou resgatar pessoal ou material, retomar instalações, obter informações, despistar e produzir efeitos psicológicos. Esta unidade representa, talvez, toda a mística do combate anfíbio. ela congrega os fuzileiros especificamente preparados para realização de operações especiais. Seus membros são ainda mais exigidos nos termos de recrutamento, instrução e adestramento, ficando conhecidos como Comandos Anfíbios, ou simplesmente COMANFs. O Batalhão Tonelero tem a finalidade principal de, por meio da execução de operações especiais, contribuir para o preparo e execução do poder naval, efetuando ações de reconhecimentos e de comandos. Sob sua responsabilidade,
está a função de ministrar cursos e estágios voltados aos seus recursos humanos. A unidade é estruturada em uma Companhia de Comando e Serviços, duas Companhias de Reconhecimento Anfíbio (ReconAnf) e Reconhecimento Terrestre (ReconTer) e duas Companhias de Comandos Anfíbios. Existe também o Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR), do qual muito pouco se divulga mas que se sabe ser de eficiência maior que a sua própria discrição.O GERR e o GRUMEC por sinal, fazem treinamentos conjuntos para um eventual emprego combinado de ambos. Sem dúvidas, uma dupla desanimadora e fatal para o adversário. Ao ser selecionado para servir no Batalhão Tonelero, o fuzileiro naval inicia um período de aprendizado que pode levar dois anos ou mais para o seu preparo completo como elemento de operações especiais. Lá mesmo o homem realiza os Cursos Especiais de Comandos Anfíbios (CESCOMANF) e de Operações Especiais(CESOPESP), e o curso Expedito de Salto Livre (CEXSAL).
Na Esquadra, os futuros Comanfs aprendem o mergulho autônomo de circuito aberto e fechado, infiltração por submarinos e demolição submarina. No Exército, eles frequentam cursos de montanhismo, pára-quedismo e de operações especiais (guerra na selva , comandos e forças especiais). Alguns militares do Tonelero são designados para estagiarem no exterior, especializando-se em cursos como o "All Arms Commando Course"(Royal Marines),"Comando de Operaciones Especiales"(Marina/Espanha), "Ranger"(US Army) e "Anphibious Reconnaisance Course"(US Marine Corps). O adestramento dos Comanfs prevê anualmente exercícios em várias regiões do Brasil, buscando a capacitação para operar em clima frio, em montanhas, no pantanal, na Amazônia e na caatinga. Os elementos do Batalhão Tonelero podem constituir uma força-tarefa, quando os Comafs forem o mais alto escalão de execução de uma determinada operação, ou um Grupo-Tarefa, quando estiverem envolvidos em uma força de maior vulto. Não é a toa que costuma-se dizer entre as tropas especiais, que "um Comanf é invencível, dois são inseparáveis e três fazem uma guerra". Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti (BFNRM)
Localizada no município de Duque de Caxias (RJ), provê os meios de comando, controle e administração necessários ao Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra e às demais Unidades ali situadas.
Batalhão de Operações Ribeirinhas (BtlOpRib) É uma parcela do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Está subordinado ao 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil.
Grupamentos de fuzileiros Navais (GptFN)
Os Grupamentos de Fuzileiros Navais, subordinados aos Distritos Navais, são unidades operativas destinadas a prover a segurança de instalações navais, bem como conduzir operações limitadas em apoio aos Grupamentos Operativos da Força de Fuzileiros da Esquadra, compatíveis com seus efetivos. Estão localizados nas cidades sede dos Distritos Navais, exceto o 8º Distrito Naval, que não possui Grupamento.
A Marinha do Brasil tem estado presente na Amazônia ininterruptamente desde 1868, contribuindo decisivamente para a preservação da soberania nacional naquela importante região e levando apoio de toda espécie às populações ribeirinhas. Recentemente, em face do recrudescimento da cobiça internacional em relação às inestimáveis riquezas naturais ali existentes e do agravamento da instabilidade nos países fronteiriços, novas e difusas ameaças têm sido detectadas. Para aumentar a capacidade de resposta do sistema de defesa nacional perante a concretização de tais ameaças, a Marinha decidiu transformar o Grupamento de Fuzileiros Navais de Manaus em um Batalhão de Operações Ribeirinhas, o que representará um substancial incremento do Poder Naval presente na área.
Segurança diplomática
Além da segurança das instalações da Marinha do Brasil o CFN também realiza a segurança em algumas embaixadas brasileiras, mais especificamente na Bolívia, Paraguaia, Haiti e Argélia.

Operações Anfíbias
Um ataque lançado do mar sobre litoral hostil ou potencialmente hostil é a primeira idéia que se associa ao termo Operação Anfíbia (OpAnf). Esse entendimento corresponde ao que se denomina Assalto Anfíbio (AssAnf), a modalidade mais completa de OpAnf.
Outras ações militares desencadeadas a partir do mar, que compreendem conceitos e princípios aplicáveis ao AssAnf, constituem também modalidades de OpAnf. Assim, por exemplo, um ataque de pequena envergadura para destruir uma instalação, uma evacuação de tropas de um litoral hostil e a simulação de um desembarque de uma força estão ligadas, respectivamente, às modalidades Incursão, Retirada e Demonstração Anfíbias.Para a realização de uma OpAnf são requeridas tropas especializadas e especialmente treinadas. A maioria dos ensinamentos difundidos aos componentes do CFN visa, basicamente, ao preparo para essas operações.

CONCEITOS BÁSICOS
Operações anfíbias é a expressão genérica que abrange determinadas modalidades de ações que são desencadeadas do mar, por uma Força- Tarefa Anfíbia (ForTarAnf), contra uma costa hostil ou potencialmente hostil, ou em favor de forças amigas, localizadas em uma costa inimiga que necessitem ser evacuadas. Compreende as seguintes modalidades:
Assalto Anfíbio (AssAnf)Ataque lançado do mar por uma ForTarAnf, caracterizado pelos esforços integrados de forças treinadas, organizadas e equipadas para diferentes atividades de combate, a fim de, mediante um desembarque, estabelecer firmemente uma Força de Desembarque (ForDbq) em terra. Tal desembarque é executado por meios de superfície e/ou aéreos e apoiado por meios navais e/ou aéreos.
Incursão Anfíbia (IncAnf)Operação realizada, geralmente, por Força de pequena envergadura, envolvendo uma rápida penetração ou a ocupação temporária de um objetivo em terra, seguida de uma retirada planejada.
Demonstração Anfíbia (DemAnf)Ação diversionária, consistindo na realização parcial de um AssAnf ou IncAnf, com a participação ou não de uma ForDbq.
Retirada Anfíbia (RdaAnf)Modalidade de OpAnf que consiste na evacuação ordenada e coordenada de forças de um litoral hostil, por meio de navios, embarcações e/ou aeronaves embarcadas.
FASES DAS OPERAÇÕES ANFÍBIAS
As fases aqui relacionadas se referem ao AssAnf. Entretanto, os conceitos e princípios são aplicáveis, também, às outras modalidades de OpAnf.
PlanejamentoCorresponde ao período decorrido desde a expedição da ordem para a realização da OpAnf até o embarque dos meios.
EmbarqueCompreende o período durante o qual as tropas, com seus equipamentos e suprimentos, são embarcadas nos navios previamente designados. Essa fase estará terminada com a partida dos navios, ou seja, com o início da travessia.
EnsaioÉ o período durante o qual a operação é ensaiada. Ocorre, normalmente, durante a travessia.
TravessiaA travessia envolve o movimento de uma ForTarAnf desde os pontos de embarque até os postos ou áreas previstas dentro da Área de Desembarque (ADbq).
AssaltoCorresponde ao período entre a chegada da ForTarAnf à ADbq e o término da OpAnf, compreendendo o Movimento Navio-para-Terra (MNT) e as ações em terra
MEIOS EMPREGADOS
A realização de uma OpAnf, além da mobilização de pessoal, implica na disponibilidade de meios navais, terrestres e aéreos. Devido às suas peculiaridades, ao longo do tempo buscou-se a construção de meios que atendessem especificamente às suas necessidades. Isso acarretou o surgimento de meios próprios para o transporte de tropa, desembarque de carros de combate, transporte de embarcações de desembarque, além de viaturas anfíbias, etc.
Missões de Paz
UNAVEM-III(United Nations Angola Verification Mission)Em 08 de fevereiro de 1995, o Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas autorizou o estabelecimento da Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UNAVEM-III), com duração aproximada de seis meses, empregando militares de diferentes nacionalidades.

FIP(Força Interamericana de Paz)O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) teve expressiva participação na Força Interamericana utilizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) na pacificação da República Dominicana, abalada por grave conflito político e social. Ali o CFN escreveu marcante página da sua história.

MOMEP(Missão de Observadores Militares Equador-Peru)A MOMEP foi criada em 10/03/95, para ser o órgão executor dos Ministérios das Relações Exteriores dos seis países envolvidos no Protocolo do Rio de Janeiro: Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Equador e Peru.

UNPREDEP / UNPROFOR / UNTAES Estas foram as principais Missões de paz conduzidas pela ONU, na antiga república da Iugoslávia, com a presença de militares de 22 países, aonde o Brasil se fez representar através do envio de Observadores Militares (Obs Mil) da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

ATIVIDADES DE DESMINAGEM - OEAO Brasil como membro de Organizações Internacionais que vêm promovendo campanhas de desminagem, tem participado por intermédio do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais (BtlEngFuzNav) de atividades de desminagem terrestre.

UNTAET / UNMISET Estas são as Missões de Paz conduzidas pela ONU no Timor Leste, sendo que a contribuição de pessoal militar é assegurada por 29 países, aonde o Brasil se faz representar através do envio de Observadores Militares (Obs Mil) da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

MINUSTAH(United Nations Stabilization Mission Haiti)A Marinha do Brasil na United Nation Stabilization Mission Haiti - Operação MINUSTAH, instituída pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, com seus 1242 militares, irá contribuir na reconstrução do Haiti, junto com outros países amigos.

Tarefas Múltiplas para as Forças Anfíbias
O grau de ênfase dada as operações anfíbias refletem a situação política nos dias atuais. Com o fim da Guerra Fria e a atenção renovada a resposta a crises e operações fora da área de fronteiras em águas litorâneas, demandam muito das força anfíbias e estão aumentando e se tornando mais e mais decisivas. Além das operações de combate, as forças anfíbias podem conduzir evacuações de civis, apoio a forças de paz e operações de policiamento assim como fornecer força naval na diplomacia e operações benignas. Desde que compreendidas a efetividade das forças anfíbias, estas operações militares e civis são melhores examinadas em maiores detalhes.
As forças anfíbias também podem realizar operações de evacuação quando civis de estados aliados são ameaçados por instabilidades locais no exterior. A Unidade Expedicionária de Fuzileiros do 22º Corpo (Marine Expeditionary Unit - Special Operations Capable) e uma força tarefa ar-terra de fins especiais de fuzileiros conduziram a Operação Assured Response, compreendendo uma operação de evacuação na Libéria no verão de 1996.
O despacho de uma força naval em apoio diplomático é um forte meio diplomático na política externa. O envio para o Sul de uma FT britânica em direção as ilhas Malvinas em 1982 contribuiu nas negociações entre a Argentina e os Britânicos e impôs um limite claro.
No apoio a missões de paz as forças anfíbias tem a vantagem de terem a suas próprias acomodações e comunicações no teatro e podem permanecer em segurança no mar. As forças anfíbias e navais também podem ser necessárias para realizar prevenções de conflito, missões de paz, reforço de paz e operações de construção de paz. Em operações de policiamento, as forças podem manter a lei e implementar a estabilização de um regime por um mandato internacional. Isto pode incluir operações de combate ao contrabando, ações de contra-terrorismo marítimo e reforço de embargo.

Fuzileiros Navais x Pára-quedistas
Um princípio importantes da doutrina militar é a inserção de forças nas áreas de retaguarda do inimigo para destruir a estabilidade e coesão das defesas. As operações anfíbias são um meio de se obter este objetivo durante operações no eixo costeiro. Existe um longo debate no que seria o mais importante: soldados anfíbios ou aerotransportado. As duas forças podem realizar as operações descritas acima. As forças aerotransportadas(PQD) são úteis no caso de desembarque em profundidade no território ou diretamente no objetivo. Um bom exemplo é a Operação Leopardo onde os soldados do 2º Regimento Pára-quedista da Legião Estrangeira (2º REP) que saltaram em Kolwezi no Congo em 19 de maio de 1978. A operação foi realizada para liberar 2.300 engenheiros de minas Europeus e seus familiares tomados como reféns pela Frente de Libertação Nacional Congolesa que cruzaram a província de Shaba e capturaram a cidade. Contudo, a logística e recuperação das operações aerotransportadas podem ser muito complexas e se equipamentos e provisões pesadas tiverem que ser lançadas por ar, os pára-quedistas necessitam da captura e manutenção de um aeroporto viável. Por outro lado, as forças anfíbias são muito mais auto-suficientes que as força aerotransportadas, apesar da velocidade de reação ser muito menor e dependendo da distância e tempo disponível, de uso questionável.

Brasil - Namibia
Desde 1994, quando do estabelecimento da Missão Naval Brasileira na Namíbia, o relacionamento entre as marinhas de ambos os países tem se aprofundado cada vez mais. Daquele acordo, foi criada uma Gerência Especial de Ensino Naval Brasil-Namíbia que já formou mais de 200 militares entre oficiais e praças namibianos em escolas da Marinha do Brasil. Em dezembro de 2001, foi assinado o Acordo de Cooperação Naval entre os dois países. Esse acordo tem como objetivo criar e fortalecer a Ala Naval da Namíbia, por meio da formação e instrução de militares africanos em cursos, estágios e intercâmbios na MB, além de aparelhamento daquela Ala Naval, mediante a transferência e a aquisição de meios navais.
Através desse relacionamento, a Namíbia, reconhecendo a excelência de ensino na Marinha do Brasil, formalizou o interesse de qualificar soldados daquele país como fuzileiros navais e passou a enviar militares para treinamento no CIAMPA.

Namibian Marines Corps

Fontes:
http://www.saorbats.com.ar/articulos/BtlArtFuzNav.htm
http://www.saorbats.com.ar/articulos/BtlArtFuzNav.htm
http://virgiliofreire.blogspot.com/2008/10/meus-irmos-de-armas-os-fuzileiros.html
http://www.forte.jor.br/?paged=5
http://www.segurancaedefesa.com/cccfn.html
http://oficinadeideias54.blogspot.com/2008/11/bicentenrio-da-formao-do-corpo-de.html
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

AR-15/ M 16 CLASSICOS RIFLES NORTE AMERICANO

DESCRIÇÃO
Poucas armas foram tão expostas na mídia com a força que se viu com o nome AR-15. Muito se fala, sobre esta arma de “grosso calibre” (A MAIOR ASNEIRA QUE SE FALA), Sobre que ela perfura qualquer blindagem, que ela destrói tudo que ela atinge... e outras imbecilidades. Na verdade todo esse folclore é fruto de uma cultura imposta nesse país de que um cara armado com um 38 ou uma pistola em calibre 380, é considerado uma pessoa bem armada. No mundo, existem países que são democráticos de verdade e onde o cidadão pode comprar o melhor instrumento para se defender e não são impostas limitações ingênuas e sem sentido, como a que limita os calibres em 38 ou 380. Nos Estados Unidos, por exemplo, o calibre 380, que no Brasil é a sensação das lojas de armas, é considerado o menor calibre que alguma pessoa pode usar com alguma eficiência, devido ao seu fraquíssimo poder deparada. Alguns ainda citam o adjetivo “anêmico” quando se fala nessa munição.Voltando ao assunto desta matéria, nosso enfocado, o clássico fuzil AR-15, que é uma das armas de fogo mais difundidas na história, estando em uso em quase todos os países do ocidente na forma de arma de uso policial, militar ou mesmo, em caças de pequenos animais roedores, ou pragas do campo, também conhecido com arma de “Varmint”, devido ao fato de munição 5,56mm ser um calibre pequeno, porém de altíssima potência, permite poucos danos na frágil estrutura do corpo desses pequenos animais. Havia, também, um conceito, de que, no campo de batalha, se vc matasse o soldado inimigo, ele seria deixado para trás. Seria um a menos. Porém, se você ferisse seu inimigo, você inutilizava 3 soldados, pois eles teriam que carregar seus feridos, e ainda usar uma infraestrutura para tratar desses feridos, causando um poderoso desgaste moral no inimigo. Encima desse conceito, que se decidiu pela diminuição do calibre para o 5,56 mm. Porém, não pensem que este cartucho não seja letal. Ele é com certeza, mas consideravelmente menos potente que o 7,62 mm, usado no M-14 americano e, que ainda é usado pelas forças brasileiras na forma do conhecido FAL.

Acima, o primeiro AR-15, sem nenhuma das melhorias que ocorreram depois das falhas em combate.

Acima, o modelo M-16 A1, com o botão de fechamento do ferrolho, par ser usado em casos de falhas decorrentes de residuos e sujeiras excessivas.

O AR-15 foi idealizado pelo gênio projetista Eugene Stoner que trabalhava para a empresa Armalite, e baseado no , não tão conhecido AR-10, também, criado por Eugene, mas em calibre 7,62 mm. Em 1957 o exercito dos Estados Unidos encomendaram um novo fuzil que usasse um ibre menor, que o 308 winchester, também conhecido por 7,62 mm, e que fosse leve para ser transportado com mais munição pelos soldados. A munição teria que ser algo em calibre 22 e com capacidade de perfurar um capacete de aço padrão a 500 metros. Eugene Stoner usou como base seu rifle AR-10 e construí o AR-15, em calibre 223 remington ou 5,56 X 45 mm, que era um calibre derivado do calibre 222 remington, usado para caça de pequenos animais. Em 1958 a Armalite entregou os primeiros fuzis ao exercito para testes de campo, o que acabou mostrando problemas com relação à precisão e a confiabilidade da arma. Em 1959, a armalite estava decepcionada com os resultados desfavoráveis do AR-15 e vendeu todo o projeto e direitos a companhia Colt , uma muito consagrada fabricante de armas mundial e o senhor Eugene Stoner foi parar dentro da fabrica da Colt. E nesse ano a Colt mostrou O AR-15 para o comandante da força aérea americana que comprou, aproximadamente, 8000 fuzis para substituir as antigas carabinas M-1 e M-2. Em 1962 o DARPA (departamento de projetos avançados dos Estados unidos), comprou 1000 AR-15s e os mandou para testes de campo no Vietnam do sul, e esse fato resultou em uma encomenda de 85000 fuzis para o exercito e mais 19000 para a força aérea. Porém os resultados em campo, começaram e se mostrar preocupantes pois o AR-15 estava apresentando grandes problemas de funcionamento, que estavam sendo ocasionados pelo tipo de pólvora que era usado nos cartuchos. Essa pólvora, a IMR tubular da Du Pont era usada em cartuchos 7,62 mm, causava um grande e rápido depósito de carbono nas partes internas da arma, e, depois de quente, esse depósito, esfriava e endurecia fortemente como se fosse uma cola de secagem rápida travando a arma em definitivo. Para evitar esse tipo de ocorrência seria necessário que se limpasse a arma a todo o momento, o que não era uma prática muito difundida no atoleiro que se tornou os campos de batalha vietnamitas. A substituição da pólvora usada, somado a mudanças na arma como um novo mecanismo de amortecimento para diminuir a cadência de tiro, a cromeação da câmara e canos da arma evitaria a oxidação por causa do ambiente úmido do sudeste asiático fez surgir o M-16 A1, uma arma que embora fosse confiável, estava com dificuldades de apagar a péssima primeira impressão que havia tido inicialmente.Acima podemos ver um fuzil M-16 A2, que teve a posição de rajadas curtas incorporada na tecla de seleção de tiro, como sua maior evolução mecanica em relação ao AR-15 original.

No fim da década de 70, as forças armadas dos EUA e a própria Colt começaram a estudar melhorias que fossem possíveis de se aplicar ao AR-15, e aí, nasceu o M-16 A2, uma arma de cano mais pesado e resistente, troca do passo do raiamento do cano de 1:305 para 1:17, tornando mais adequada a o tipo de munição SS109 usada como padrão pela OTAN. A troca da telha por uma nova em material sintético mais resistente e ainda tinha disponível uma nova posição no seletor de tiro: a de raja curta de 3 tiros.

Acima e Abaixo temos o atual modelo de M-16, na versão A-4. Esta arma sese tornou muito eficaz com a adoção dos divresos trilhos espalhados pela parte de cima e pela telha, permitindo a montagem rápida de acessórios. Qualidade, normalmente, encontrada em armas de projeto mais recentes.

Atualmente, esta arma é fabricada por muitas empresas que adquiriram o direito de produção e que através de novas melhorias, teve novas versões, como o M-16 A3 que trabalha totalmente em automático ou em semi auto, usando das mesmas qualidades e resistência da versão A2 e ainda tinha a alça de transporte substituida por uma removivel; a nova versão M-16 A4, que voltou a ter a disponibilidade da posição de rajadas curtas de 3 tiros, e ainda teve montado um trilho tipo picatinny, que permite o uso de miras ópticas, que podem ser instaladas sem necessidade de um armeiro. Esses trilhos picatinny, estão presentes na telha também para permitir o acoplamento de lanternas, miras laser, câmeras e lança granada.

Acima: Aqui temos um exemplar do fuzil M-16 A1 com lança granadas M203. Este modelo foi o que se tornou padrão para o M-16 com esse acessório.Acima podemos ver um M-16 A4 com o lança granadas M203. Notem a mudança no desenho da telha, para permitir a montagem de acessórios, além do lança granadas.

Falando em lança granada, é interessante notar que o modelo M-16 A1, equipado com um lançador de granada M-203 e 40 mm se tornou muito popular depois da apresentação do filme “PREDADOR”, Onde o ator Arnold Schwarzenegger, usa uma dessas armas. O lança granada M-203, permite uma grande melhoria no potencial de letalidade do infante com um dispositivo mais leve que um lança rojão, ou bazooca como prefere alguns, integrado à sua arma principal, flexibilizando o seu uso. Muitos exércitos atuais, acabaram por adotar de lança granada os seus fuzis, depois que essa modificação foi demonstrada como eficaz pelo uso pioneiro no exército dos Estados Unidos.
Acima, o fuzil Colt Commando, que foi o primeiro modelo de AR-15 curto e entrar em serviço. Observem o grande quebra chamas na ponta do cano.

Posteriormente ao início operacional do M-16, o exército dos Estados Unidos, requisitou que fosse desenvolvida uma versão menor do M-16, para o uso nas suas forças de operações especiais , como os Boinas Verdes, e essa versão curta foi chamada de XM-177, e designada no US ARMY como CAR-15 ou “Commando”. Essa versão possuía um cano de 10 polegadas e um grande quebra chamas na ponta pois essa arma apresentava enormes labaredas quando atirava. O Colt Commando foi muito popular por causa de sua levesa e facilidade de transporte. Era uma arma usada por operadores de rádio que necessitavam de um rifle mais leve, e por oficiais.
Acima: O modelo inicial da carabina M-4, era diferente que o usado nos dias de hoje tendo sua alça de transporte fixa, sendo que os exemplares de hoje apresentam uma alça removivel.

Acima os 2 exemplares do modelo M-4 A3 SOPMOD, atualmete em uso pelas forças especiais dos estados Unidos. A carabina de baixo, tem um sistema de miras laser e uma microcamera instalada na pequena armação lateral na telha, que serve para o soldado praticar o que chamamos de tiro indireto, onde o soldado se esconde em algum obstaculo como uma quina de um prédio, por exemplo, e expõe apenas a arma, que com a camera montada, permite ao soldado visualisar, mirar e atirar certeiramente, se expor mais que sua própria

Acima uma carabina M-4 A3 com seu lança granadas M203. Também é muito comum o uso deste modelo pelas tropas em ação em combates urbanos no Iraque e afeganistão.

Em 1985 o US Marine Corp ou corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos encomendou uma versão do fuzil M-16 A2 que fosse menor, e para isso o Colt Commando foi usado como base, embora seu cano devesse ser maior que a do Colt commando, tendo, assim o comprimento de 14 polegadas e meia. Essa nova versão se chama M-4 e é extremante comum nas forças americanas, em combate no Afeganistão e no Iraque. Embora o M-4 seja chamado de carabina, ele, ainda possui a posição de tiro em rajada. Hoje a versão mais moderna em produção é a M-4 A3, que possui seletor de tiro com rajadas curtas de 3 tiros, e alça de transporte removível.A evolução do AR-15 nesses 44 anos de existência melhorou muito, a confiabilidade e eficiência desta arma, sendo que as novas versões são armas modulares com fácil montagem de acessórios e com boa precisão.Para o futuro existe uma tendência de se adotar um novo calibre para o fuzil das forças armadas americanas. Depois de 4 décadas, alguns conceitos mudaram no campo de batalha e o calibre 5,56 mm, tem levantado críticas pelos soldados americanos que tem tido dificuldades de derrubar os guerrilheiros iraquianos e afegãos, com apenas um tiro no tórax, sendo que muitas vezes, quando o inimigo se encontra longe,o soldado americano tem tido que atirar uma segunda vez para “parar” a ação do inimigo. O calibre mais provável a ser incorporado, é o 6,8 mm SPC (Special Purpose Cartridge), que tem o mesmo comprimento do 5,56, porém é pouco mais largo. Esse calibre já foi testado em combate no Afeganistão e o resultado foi considerado muito bom pelos soldados. Recentemente foi trocado o projétil SS-109, que era padrão OTAN, por um com maior peso, chamado de MK-262 com 77 grains, fabricado pela Black Hills, o que mostrou uma melhora na letalidade, porém esse assunto se encontra em aberto, e nenhuma decisão foi tomada ainda.

Acima: Nessa foto dois exemplares do modelo M468, versão do AR-15 em calibre 6,8 mm SPC, fabricado pela Barrett, conhecida por fabricar grandes rifles em calibre 50
FICHA TÉCNICA

COLT AR-15 A2
Tipo: Fuzil semi-automático
Miras: Regulagem lateral na alça a 4 posições fixas de massa e alça para regulagem em elevação.
Peso: 3.2 Kg (vazio) 3.6 Kg (carregado) .
Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington)
Comprimento Total: 1 m
Comprimento do Cano: 20 polegadas .
Velocidade na Boca do Cano: 908 m/seg
COLT M4 A-3
Tipo: Fuzil automático.
Miras: Regulagem lateral na alça a 4 posições fixas de massa e alça para regulagem em elevação.
Peso: 3.52 Kg (vazio) 3.0 Kg (carregado)
Sistema de operação: A gás com ferrolho rotativo.
Calibre: 5,56 X 45 mm (223 Remington)
Comprimento Total: 88.3 cm com a coronha aberta, e 79 cm com a coronha fechada
Comprimento do Cano: 16 polegadas .
Velocidade na Boca do Cano: 830 m/seg.
Cadencia de tiro: 950 tiros/min
Acima: Uma recruta do exército dos EUA com seu M-16 A-2.

Acima: um soldado em treino com sua M-4 A1

Acima: Um "feliz" cidadão com seu M-4 A-3 com lança granadas.